
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou o fim das sessões especiais de filmes indicados ao Oscar destinadas exclusivamente aos seus integrantes. A decisão foi comunicada em janeiro, mas só agora passou a gerar maior repercussão, principalmente após manifestações contrárias de alguns votantes.
Segundo a Academia, o principal motivo é a baixa adesão. Nos últimos anos, essas exibições — realizadas em cidades como Los Angeles, Nova York e Londres — registraram uma média de apenas cinco membros por sessão. Com um público tão reduzido e custos elevados, a instituição avaliou que o formato deixou de fazer sentido.
A criação do Academy Screening Room também pesou na decisão. Lançada há cerca de sete anos, a plataforma de streaming da própria Academia permite que os votantes assistam, de casa, a todos os filmes concorrentes ao prêmio, o que acabou esvaziando as exibições presenciais.
Ainda assim, a medida não agradou a todos. Segundo o The Hollywood Reporter, alguns membros criticaram o fim das sessões coletivas e defenderam que certos filmes, especialmente produções como Frankenstein, de Guillermo del Toro, e Avatar: Fogo e Cinzas, de James Cameron, precisam ser vistos na tela grande para uma avaliação justa.
Em resposta, a Academia afirmou que os membros continuam tendo várias oportunidades de assistir aos filmes nas telonas antes das indicações. Além das exibições comerciais, os estúdios seguem promovendo sessões especiais, que agora podem ser divulgadas aos votantes por meio de um calendário disponível no site exclusivo da instituição.



