
A Netflix pretende manter a estratégia de lançamentos nos cinemas caso concretize a compra da Warner Bros. Discovery. Segundo o co-CEO Ted Sarandos, os filmes do estúdio seguirão com pelo menos 45 dias de exclusividade nas telonas antes de chegarem ao digital.
A declaração foi feita durante participação do executivo no podcast The Town. Sarandos, que no passado já demonstrou resistência ao longo tempo de exibição exclusiva dos filmes nos cinemas, reforçou que a ideia agora é preservar esse modelo. Depois do período nas salas, os títulos passariam primeiro pelo TVOD (aluguel e compra nas plataformas digitais) e só então seriam disponibilizados no catálogo da HBO Max.
A etapa é vista como importante por exibidores. O argumento é que a estratégia ajuda a sustentar a bilheteria, já que parte do público prefere investir na experiência da tela grande em vez de pagar por um aluguel premium como o TVOD.
“Estamos comprando um modelo de negócios, não queremos acabar com ele”, afirmou Sarandos ao explicar a lógica da janela em três etapas: cinema, TVOD e, por fim, streaming.
Questionado sobre a possibilidade de incluir essa estratégia formalmente no contrato de aquisição, o executivo disse que esse tipo de cláusula não é comum na indústria. Ainda assim, garantiu que o compromisso é sério e, em tom bem-humorado, afirmou que falava “sob juramento”.
HBO Max e Warner seguiriam separadas da Netflix
Sarandos também comentou como ficaria a estrutura das empresas em caso de aquisição. De acordo com ele, HBO Max e Warner Bros. Pictures continuariam operando de forma independente da Netflix, ao menos em um primeiro momento.
A proposta é evitar uma fusão imediata que descaracterize os serviços. Nesse cenário inicial, a HBO Max poderia funcionar como uma plataforma parceira ou subsidiária dentro do ecossistema da Netflix, em vez de ser absorvida diretamente.




