
George Clooney saiu em defesa de colegas de profissão e criticou o tom adotado por Quentin Tarantino ao comentar atuações de outros atores. O posicionamento aconteceu no último sábado, 10, durante a cerimônia do AARP Movies for Grownups Awards, quando Clooney recebeu o prêmio de Melhor Ator por seu trabalho em Jay Kelly.
Ao subir ao palco, o ator aproveitou o discurso de agradecimento para elogiar Paul Dano, Owen Wilson e Matthew Lillard, que foram alvo de críticas duras feitas por Tarantino. Sem citar diretamente o diretor, Clooney foi direto ao ponto ao condenar ataques pessoais no meio artístico. “Estamos vivendo em tempos de crueldade. Não precisamos contribuir para isso”, afirmou.
As declarações de Tarantino ocorreram em dezembro de 2025, durante participação no The Bret Easton Ellis Podcast. O cineasta comentava seus filmes favoritos do século XXI quando atacou a atuação de Paul Dano em Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson. Apesar de colocar o longa na quinta posição de sua lista, Tarantino disse que o filme poderia estar ainda mais alto no ranking “se não tivesse um defeito enorme… e esse defeito é Paul Dano”.
O diretor ainda comparou a presença de Dano em cena com a de Daniel Day-Lewis, afirmando que o ator “não está no nível e no calibre” do colega e usou uma metáfora do boxe para reforçar a desigualdade entre os dois. As falas foram recebidas com certo desconforto pelo apresentador do podcast, que chegou a comentar que Dano estava “muito bem” no papel. Tarantino, porém, insistiu: “Não estou dizendo que ele está fazendo uma atuação terrível, estou dizendo que ele está fazendo uma atuação sem expressão… Não gosto dele.”
Na sequência, Tarantino também criticou Owen Wilson por seu trabalho em Meia-Noite em Paris. “Eu realmente não suporto Owen Wilson. Eu não suporto mesmo”, disse, relatando que, a cada vez que reassistia ao filme, sua implicância com o ator aumentava. Matthew Lillard, por sua vez, foi citado sem referência a um trabalho específico. “Não gosto do Paul Dano, não gosto do Owen Wilson, e não gosto do Matthew Lillard”, resumiu.
Diante desse contexto, Clooney fez questão de se posicionar publicamente. Em seu discurso, exaltou os três atores e afirmou que “seria uma honra trabalhar com esses atores. Uma honra mesmo”. Ele também destacou a importância de ambientes criativos que valorizem intérpretes, descrevendo Jay Kelly como um filme feito por pessoas que amam atores e reforçando sua proximidade com a classe. “Tenho muita afinidade [por eles] e não gosto de ver pessoas sendo cruéis”, completou.
A troca de farpas entre Clooney e Tarantino não é novidade. Em 2024, o diretor já havia alfinetado o ator ao afirmar que ele não seria uma “estrela de cinema”, comentário que repercutiu na época. Em resposta à GQ, Clooney não escondeu o incômodo: “Quentin falou umas besteiras sobre mim recentemente, então estou um pouco irritado com ele”.




